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15 setembro 2009

Com os fundos p/ agricultura ninguém se preocupou

Com os fundos perdidos para a Agricultura, por exemplo, ninguém se preocupou. E esses foram perdidos por incompetência do governo, nomeadamente do Ministro Jaime Silva.

Agora estão muito preocupados com os fundos que viriam para construir o TGV. Parece é que a UE nos vai pagar o comboio. Não! a UE contribuirá com fundos para pagar uma pequena parte, e o resto do investimento tem de ser nosso. E onde estão esses milhares de milhões de €uros?

Tinhamos, no início da década, 48% do PIB em endividamento externo. Agora temos 97%. Acham que nos podemos endividar mais? Pensem nisto como se fosse 97% do vosso ordenado para pagar dívidas... onde iriam buscar o dinheiro para comprar um carro novo?

21 junho 2009

Superliga "incompetente-mor": 3 pontos para Lino

A notícia de que a decisão final sobre o TGV ficaria para o próximo governo, foi a medida mais inteligente que tomou este governo (a seguir à substituição de Correia de Campos). Ainda assim, peca por tardia e por apenas ter sido tomada em consequência dos resultados eleitorais, o que prova que não foi por sensatez, mas por taticismo eleitoral.

De qualquer forma, é preciso mesmo saber se os compromissos até agora tomados, não implicam grandes indeminizações, caso o projecto seja abandonado. Já aconteceu o mesmo recentemente com outras obras que foram abortadas.

Também a propósito do TGV, ao contrário de alguns notáveis, não sou a favor da suspensão do projecto. Sou totalmente contra a sua realização. Só pode pensar em TGV quem, das duas uma: ou nunca andou nem sabe o que é o Alfa Pendular, ou vai beneficiar (financeiramente) com a realização desta grande obra.

Já agora, e por causa desta certeza em Abril 2009, o Ministro Mário Lino leva mais 3 pontos para a Superliga "incompetente-mor"

07 abril 2009

Prós & Prós a alta velocidade

O Ministro Mário Lino disse que o TGV deveria fazer o percurso Porto-Lisboa em 1 hora e 15 minutos, servindo as cidades de Aveiro, Coimbra e Leiria também. Ora, se cada paragem demorar 2 min e, entre travagem e aceleração se perderem mais 3 min para chegar de 300 Km/h a 0 Km/h e vice versa, teremos apenas 1 hora para percorrer os 300 Km. Ou seja, o comboio terá de ir, permanentemente a 300 Km/h. Será possível?

O Ministro falou na importância de servir cidades como as referidas acima. E outras? como Braga, por exemplo. A cidade minhota tem 175.000 habitantes. Mais do que Leiria
(125.000), Aveiro (73.500) ou Coimbra (157.000). Vê-se a falta de planeamento e de critérios.

Querem ligar Porto e Lisboa de TGV, mas parece que não vêem que nem sequer temos linhas normais, decentes, para ligar Vila Real, Castelo Branco, Viseu, Évora e outras cidades, ao litoral e aos grandes centros urbanos.

E quanto ao transporte de mercadorias? Importantíssimo a nível económico. Que se saiba, os contentores não andam de TGV. Não seria prioritário melhorar as linhas dos transportes de mercadorias? Enfim... depois temos vergonhas como uma linha em Lisboa que passa no meio de uma avenida.

O Ministro disse que haveria, neste momento, 5.5 Milhões de passageiros/ano entre Porto e Lisboa. Disse também que, para ser viável, o TGV deverá ter no mínimo 6 Milhões de passageiros/ano. E crê o Ministro que a população está a aumentar? Crê o Ministro e o governo que mais empresas se irão sediar em Portugal com as taxas altíssimas de impostos que temos? Crê o ministro que os preços dos bilhetes não afugentarão muitos dos actuais passageiros?

02 abril 2009

Uma boa notícia


Tendo em conta as certezas de Mário Lino quanto á localização do aeroporto... fica-se com a sensação que há, portanto, esperança de que o TGV não se faça... ainda bem, pode ser que assim Portugal não caia no buraco.

19 janeiro 2009

Os argumentos do pró-TGV

Excelente, o post irónico de Pinho Cardão no 4ª República. A ver se é desta que ficam convencidos das "vantagens" do TGV.

"Confesso que mudei radicalmente de opinião sobre o TGV. Não fazê-lo é a pior de todas as decisões. Explico porquê:
O primeiro argumento é diplomático: a não construção do TGV deixa de calças na mão os amigos espanhóis, que ficam com uma linha verdadeiramente num beco sem saída. E não podemos fazer isso aos nossos irmãos.
O
segundo é ético: é que o TGV é instrumento essencial para dar o conteúdo justo à distribuição da riqueza nas Parcerias Público Privadas, PPPs, em que o primeiro P define a natureza do negócio (parceria), o segundo P quem arca com os custos e os riscos (público), e o terceiro P quem fica com o benefício (privada).
O
terceiro é económico: é que o dinheiro do TGV vai ser quase todo gasto em importações ou nas remunerações dos trabalhadores ucranianos, romenos, eslovenos e caboverdianos e assim estamos a ajudar os outros países a sair da crise. E quanto mais depressa eles saírem e estiverem prósperos, mais depressa nós entramos em crescimento.
O
quarto é cultural: é que a construção do TGV vai contribuir para a abertura de horizontes e da cultura da população portuguesa, que passará obrigatoriamente a deslocar-se todos os anos a Madrid e ao Prado, de forma a cumprir os objectivos previstos de 9,4 milhões de passageiros. Mesmo os acamados serão estimuladas a viajar, de forma a deixarem rapidamente os hospitais.
O
quinto é demográfico: é que a construção do TGV irá dar início ao mais extraordinário acréscimo de natalidade, de forma a substituir aqueles que, de entre os 9,4 milhões de passageiros por ano, se sintam saturados das viagens anuais e se recusem a viajar."

edit 20-1-2009: e Pinho Cardão continua...

31 dezembro 2008

Portugal em alta velocidade para o abismo

Já tinha falado sobre o TGV aqui, e disse que era um absurdo.

Paulo Morais, no JN da véspera de Natal, concorda com a minha opinião e diz mais.

29 outubro 2008

TGV?... e o Pendular?

José Sócrates, na sua recente entrevista disse: “Quais são os projectos de que devemos desistir? Do TGV, da alta velocidade? Acho que o País precisa da alta velocidade!”

Relembro o seguinte: há alguns anos atrás, começou a ser feito um grande investimento no Pendular. Comboio que pode ultrapassar os 200 km/h. Compraram-se os comboios, investiu-se na melhoria das linhas e das estações, foram gastos milhões de euros !

Com estas melhorias, no percurso Faro-Lisboa-Braga (percurso mais longo) que tem a duração de aproximadamente 6 horas, o Pendular consegue ultrapassar os 200 km/h em cerca de 1/6 do tempo ! No restante percurso, anda com velocidades médias de 100 km/h.

Devemos então deitar fora este investimento de milhões de euros? Ou devemos continuar o investimento já iniciado (que sempre ficaria mais barato do que o projecto TGV) para que o Pendular possa atingir a sua máxima performance?

Países com dimensão média, como a Itália (onde se chama Pendolino), a Grã-Bretanha, a Republica Checa ou a Suécia (com o nome de X2000) seguiram por esse via e adoptaram comboios deste tipo !

Como podem ver aqui a maioria das linhas na Europa, tem capacidade inferior a 300 km/h. Porque isso só faz mesmo sentido em percursos grandes, como por exemplo atravessar toda a França ou toda a Espanha. Nem a Alemanha tem vias com capacidade superior a 300 km/h !