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29 maio 2009

2 pesos e 2 medidas

Carlos César defende voto obrigatório em Portugal

Quando Manuela Ferreira Leite gracejou a propósito de suspender a democracia, para colocar o país nos eixos, caiu o Carmo e a Trindade.

Carlos César, presidente de um Governo regional e membro do Conselho de Estado, diz uma barbaridade destas, e... não ouço nada...

30 dezembro 2008

Açores: os danos colaterais do estatuto

Cavaco viu-se ontem obrigado a promulgar o estatuto politico-administrativo dos Açores, depois de este ter sido confirmado pela AR, sem mudar uma linha, ignorando todas as objecções do PR, de vários constitucionalistas e muitos políticos de renome de todos os quadrantes.

Tal como disse o PR, esta grande asneira tem origem em interesses partidários, o que deixa a nossa democracia muito diminuída. E disto não está excluído nenhum partido, nem mesmo o PSD que se absteve na votação.

Todos os partidos, sem excepção, geriram o diploma com um olho nas eleições regionais dos Açores 2008, tendo como prioridade os seus interesses e não o superior interesse de Portugal e da democracia portuguesa.

Acho muita piada que todos digam: "o estatuto não se resume a essas duas disposições". Então aprova-se uma coisa errada, só porque o resto está muito bem. Por essa ordem de ideias, não podem criticar os danos colaterais de uma guerra, certo?

04 dezembro 2008

Ainda os estatudo dos Açores

A guerra que Sócrates e o PS quiseram comprar com o PR, não tem qualquer sentido e revela uma falta de senso político por parte dos dirigentes do partido. O que passará pela cabeça do PM para pôr em causa a estabilidade e as boas relações com Cavaco Silva?

Sócrates apoia esta birra de Carlos César contra Cavaco, sabendo que algumas questões do diploma estão profundamente erradas. Algo que já foi sublinhado até por dirigentes e conselheiros próximos de Sócrates.

Vital Moreira discordou no seu blog, António Vitorino e Vera Jardim pronunciaram-se a favor do PR na comunicação social. E até o Presidente da AR, Jaime Gama, tem tentado que o estatuto não seja aprovado como está.

Em 2009, que está aí á porta, teremos várias eleições. É notório que as coisas não estão a correr bem para Sócrates no Continente, o mesmo se passa na Madeira, será que o PM quer com isto evitar perder também os Açores? A que custo?

28 outubro 2008

Agora não posso...

Cavaco Silva voltou a vetar, e bem, o estatuto político dos Açores. O PR justificou dizendo ser "perigoso para o princípio fundamental da separação e interdependência de poderes aceitar o precedente de, por lei ordinária, se vir a impor obrigações e limites às competências dos órgãos de soberania".

Cavaco acrescenta que "A AR procedeu a uma inexplicável autolimitação dos seus poderes", a fazer aprovar um artigo pelo qual o AR só poderá rever o estatuto nas normas que o Parlamento açoriano previamente autorizar.

Quando questionado pelos jornalistas, Sócrates respondeu: "não posso pronunciar-me". Ou seja, nada de novo. Tal como já nos habituou, Sócrates foge ás questões, sempre que estas embaraçam o Governo e o PS.

Faz-me lembrar esta sátira dos Gato Fedorento.

20 outubro 2008

Açores 2008

O PSD teve mais uma derrota nos Açores, mas ela não é passível de ser extrapolada para o campo "Nacional". Todos sabemos que eleições Regionais ou Locais, têm um sentido diferente das Nacionais. Por isso, em muitos concelhos, ganha um partido nas autárquicas e outro nas legislativas.

Manuela Ferreira Leite disse que se queriam fazê-lo com os Açores, deveriam também comparar os resultados da Madeira. E esteve bem, porque devemos ser coerentes, e os argumentos não servem apenas para as situações em que nos dá jeito.

Preocupante é de facto, a alta taxa de abstenção, cerca de 53%. Isto demonstra o afastamento da população em relação á política e aos políticos. Consequência de comportamentos eticamente reprováveis (como os que foram vistos ao longo desta campanha regional) e da falta de credibilidade dos candidatos.

Apesar de Sócrates ter pretendido fazer passar a imagem de uma grande vitória, o que é certo é que Carlos César e o PS-Açores perderam 1 deputado, 15 mil votos. E tiveram a menor diferença de sempre.

Para quando uma mudança na maneira de comentar resultados? para quando uma forma coerente e verdadeira de analisar eleições?