05 agosto 2009

O tiro pela culatra

Se Pedro Passos Coelho fosse um homem coerente, recusava entrar em qualquer lista do PSD. Nas eleições internas do PSD disse ser contra quase todas as ideias de Manuela Ferreira Leite.

Ao fazer este "braço de ferro" para ficar na lista de Vila Real, está nitidamente à procura de "lugar" para se "posicionar". Ou seja, é uma atitude que tem por base um objectivo pessoal e partidário ao invés de um propósito nacional e colectivo.

Este "enviado especial" de Ângelo Correia e dos seus interesses está, da pior maneira, a tentar ganhar o seu espaço no partido, esperando que o PSD perca as eleições de 27 Setembro, para poder avançar.

O que vale, o tiro vai-lhes sair pela culatra.

2 comentários:

Nicolae disse...

Aos militantes e eleitores do PSD vai claramente sair pela culatra. Depois da previsível e merecida derrota de Setembro fica com os seus possíveis líderes fora do Parlamento. Onde estão Pedro Pasos Coelho, Morais Sarmento e Marques Mendes ? De qualquer maneira, não há razão para desespero, Santana Lopes e Filipe Menezes estarão sempre disponíveis, para o que quer que seja.

Unknown disse...

:)

Estranho...

Não percebo esta acusação de falta de coerência quando o PPC sempre afirmou ser um liberal. É pedra basilar de qualquer liberal que a sua liberdade nunca seja posta em causa. Assim sendo ele tem todo o direito de concorrer a qq lista que bem lhe apeteça, está a ser coerente com os seus princípios.

Caro bloguista, será assim tão condenável este "posicionamento" por parte de PPC? Não se posicionou também MFR depois de LFM ter sido bombardeado pelos cúmplices da senhora?

onde está a coerência de MFL ao permitir "arguidos" nas suas listas e adversários não?

Isto é política pura e dura, algo que sempre adorei no PSD, algo que o diferencia dos demais partidos como o PS onde claramente todos andam a "arrasto" do Sócrates. Quem nunca errou que atire a 1a pedra, certo...

Conclusão, não vamos falar de coerência porque hoje em dia simplesmente não a há em qq partido, por mais artimanhas que se possam arranjar. O que há é combate político...