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04 setembro 2009

5 coisas importantes sobre a TVI / Prisa / Governo

1 - Sabe-se que a Prisa, dona de jornais como o espanhol El País é próxima do PSOE de José Rodriguez Zapatero.

2 - Quando a Prisa quis comprar a TVI à empresa de Miguel Pais do Amaral, não houve qualquer tipo de questão colocada por parte do governo português, ao negócio.

3 - O mesmo não aconteceu quando, por exemplo, o Banco Santander comprou o Banco Totta & Açores, e outros negócios bem nossos conhecidos. Nessas alturas foi um "ai ai ai que os espanhóis nos estão a invandir".

4 - Porque será que no negócio TVI / Prisa o governo nada disse? Seria porque o negócio era de interesse do PSOE de Zapatero, e consequentemente do PS de Sócrates?

5 - A consequência disto tudo está à vista com a saída de José Eduardo Moniz da TVI e o cancelamento do programa de Manuela Moura Guedes.

02 setembro 2009

Agora vale-nos um grosso

Passados meia dúzia de anos a Autoridade da Concorrência multa PT e Zon por abuso de posição de mercado. Que grande feito !? Mas ainda há quem fique contente com isto ??

Agora que as empresas concorrentes perderam milhões de euros ou até fecharam, deixando milhares de pessoas no desemprego.

Não se pensou na altura, no que estavam a perder os clientes por falta de concorrência? Não se pensou na altura, nas dificuldades que o abuso de posição criava aos comerciais e funcionários das empresas concorrentes?

Adianta muito virem agora, passado largos anos, fazer o trabalho que deveriam ter feito na altura. Que vantagens trás esta multa para os clientes? vão distribuir os 50 milhões para reduzir as facturas, indeminizando de alguma forma a população? Não !!

Aliás, nem sequer os 50 milhões vão ser pagos ao estado. Porque tudo isto vai andar em recursos até se esquecer o assunto e ficar tudo em águas de bacalhau, como é da praxe. Enfim... como sempre é tudo para inglês ver. Puras acções de pré-campanha.

10 agosto 2009

Há que dizê-lo com frontalidade

Os construtores civis são quem hoje verdadeiramente manda nas câmaras municipais [...] Nada lhes escapa, a começar pelas obras públicas, sempre caras e por vezes de má qualidade. Os custos com trabalhos extraordinários raramente têm controlo.

São ainda as construtoras os principais accionistas das empresas de recolha de lixo, hoje detentoras de contratos de concessão a dez ou mais anos [...] Muitas empresas do sector do ambiente mais não são do que construtoras travestidas de ecologistas.

Não lhes bastando o domínio do solo, evoluíram depois para o subsolo, numa primeira fase através das concessões de parques de estacionamento [...] empresas como a tristemente famosa Bragaparques do corrupto senhor Névoa...

Mas a gula dos empreiteiros não esmorece, a saga continua. A última moda tem sido as parcerias público-privadas para a distribuição de água e saneamento [...] assegura receitas mínimas para o negócio, aumenta escandalosamente os preços e garante lucros para os privados, sendo os prejuízos caucionados pelos orçamentos camarários.

São pois diversas as formas de canalizar recursos municipais para o enriquecimento dos patos bravos do betão. Por este andar, já só falta mesmo os contribuintes pagarem os impostos… directamente às construtoras. Paulo Morais in JN

01 julho 2009

PT-PSD, um Esclarecimento

Muita confusão e controvérsia e tem gerado à volta da venda da rede de telecomunicações à PT. Para quê? para desviar as atenções da tentativa do Governo (através da sua golden share) condicionar um orgão de comunicação social (a TVI) que lhe era manifestamente incómodo.

Mas vamos lá esclarecer: Existiu alguma coisa ilegal no negócio da rede de telecomunicações? não! Fazia algum sentido que a rede de telecomunicações estivesse na posse do estado? não! O negócio foi planeado por MFL ou o PSD? não! Foi um bom negócio (370 M€) para os cofres do estado? sim!

Assim sendo, não há nada de errado com o negócio concluído por MFL e o PSD em 2003. O que prova que esta polémica toda só serve para lançar areia para os olhos das pessoas. Com o objectivo de "ilibar" José Sócrates e o Governo PS de tentar um acto ditatorial.

28 junho 2009

PriTsa, a confirmação da farsa

Num comentário ao post PriTsa respondia a um amigo desta forma:

"É apenas uma manobra.
Mas vamos lá a ver uma coisa:
Se o negócio é assim tão "normal" como diz o PM e o presidente executivo da PT.
Se a operação é um simples negócio entre duas empresas privadas.
Porque vão adiar para depois das legislativas?
Vai uma aposta como o negócio nunca se vai concretizar, e servirá apenas para condicionar a TVI em tempo de eleições"

Parece que, pelos vistos, tinha razão.

É uma vergonha, e um rude golpe para a democracia, quando um governo se serve de uma empresa privada (e os administradores da empresa se deixam manipular) para brincar às ditaduras, tentando condicionar um canal de televisão que é manifestamente incómodo ao PM.

Parece que a ligação entre Sócrates e Hugo Chávez vais mais para além do negócio do petróleo e do magalhães...

26 junho 2009

PriTsa

- Porquê o interesse da PT na TVI? parceiro estratégico? para quê se já tem a SIC e a RTP?
- Porquê homens como Zeinal Bava se colocam numa posição de subserviência, ao governo de José Sócrates.
- Zeinal Bava que é sempre tão solicito e explícito, fugiu ontem a todas as perguntas relacionadas com a TVI. Falou de outros negócios, da fibra óptica e da "vontade própria" da PT.
- O presidente executivo da PT disse que o tema não foi abordado na Comissão Executiva. E que obviamente teve de informar o Conselho de Administração desta operação. Ora, o estado tem dois administradores no CA: um pela golden share e outro indirectamente pela CGD.
- A PT teve uma empresa de "conteúdos" (a Lusomundo Multimédia) e vendeu-a à pouco tempo. Agora, subitamente quer comprar a TVI com a desculpa do "mercado de conteúdos"?
- Não me parece que a estratégia de uma empresa de telecomunicações mude de rumo de 5 em 5 anos. A desculpa dos "conteúdos" não cola.
- Zeinal falou insistentemente da propagação da "língua portuguesa" pelos 250 milhões de pessoas que falam português no mundo. Quererá o presidente da PT difundir os "bué", "ganda", "iá", "tá-se" e outras expressões muito utilizadas em séries como os Morangos com Açúcar?

- Parece evidente que esta operação tem como objectivo condicionar a TVI numa altura em que vamos entrar em campanha para as eleições autárquicas e legislativas.
- Se foi enviado um comunicado à CMVM, e tendo o governo uma golden share na PT, é mais do que óbvio que o PM tinha conhecimento da operação.
- Coincidência muito grande que a PT venha nesta altura tentar comprar parte da TVI. Um canal incómodo para o governo e para o PM, segundo o próprio.

15 maio 2009

Superliga "incompetete-mor": Sócrates marca pontos

Cerca de 18 mil micro empresas encerraram desde Janeiro [...] De acordo com o presidente da ANPME, "há micro empresários a falir todos os dias" [...] De acordo com dados divulgados à Lusa pela AIP, as micro empresas empregam 28% dos trabalhadores, mais 3% do que as grandes empresas.

aqui, eu tinha falado das PME. Há já mais de 2 anos que o PSD tem alertado para a importância das Micro e PME. Marques Mendes até falou sobre a criação de um ministério para estas empresas. Manuela Ferreira Leite não pára de alertar para a importância destas empresas na economia portuguesa. O PM não quer ouvir e continua a beneficiar apenas as grandes empresas.

Depois do início da grave crise, José Sócrates - o auto-intitulado salvador das empresas portuguesas - anunciou 'n' medidas para as Micro e PME. Os programas PME Invest 1, 2 e 3; redução de impostos (quais? em que condições?); benefícios fiscais (quais? em que condições?). Medidas essas, tão boas... que o resultado é o que se vê.

Mais 3 pontos para José Sócrates na Superliga "Incompetente-mor"

11 maio 2009

Superliga "incompetete-mor": Pinho e Sócrates pontuam

Tal como já disse várias vezes, em Portugal existem as empresas privadas, as públicas e as amigas do governo. Estas, costumam ser empresas que não têm qualquer valor para receber benesses do estado, mas como têm nos seus quadros compadres do PS, são apoiadas sem qualquer critério.

Obviamente que isto muitas vezes acaba em asneira, como se vê neste exemplo da Energie. Já diz o povo que se apanha mais depressa um mentiroso do que um côcho, certo?

É mais uma prova da incompetência, do compadrio, da falta de seriedade, da falta de exigência, da falta de critérios deste governo e destes ministros. Liderados por um primeiro-ministro que está permanentemente a atirar areia aos olhos dos portugueses.

Mais 3 pontos para Sócrates e para Pinho na Superliga "incompetente-mor"

17 março 2009

O empresário exemplo III

Depois de se ter destacado pelas medidas anti-crise que disse aplicar na sua empresa, Soares dos Santos sublinha e aprofunda o que já tinha dito antes, em entrevista ao Expresso:

"não somos [os empresários] gatunos, criamos empresas, investimos, empregamos"
Algo que o governo de José Sócrates está longe de fazer.

"Preocupa-me principalmente o Norte, o desemprego, que é brutal"
Ao contrário deste Governo, que é centralista e apenas preocupado com Lisboa, onde está o poder.

"Temos umas confederações que, coitaditas, não se unem porque os seus dirigentes têm ali os seus empregos"
O mesmo se passa com sindicatos e Governantes, tudo agarrado aos lugares de poder, sem se preocupar com os interesses colectivos.

"Na Polónia estivemos sobre ataque por causa de problemas laborais e a justiça funcionou, o que nos deu um conforto brutal. Sei as regras do jogo na Polónia, posso fazer planos a 5 anos"
É por aqui, se passar o contrário, que nenhuma empresa investe em Portugal, e outras nos abandonam.

"É o que não acontece na Ucrânia, que tem esquemas, onde aparece sempre o tipo que vai ajudar [...] o respeito pela lei não existe"
Por momentos pensei que Soares dos Santos falava do nosso Portugal.

"No caso BPN, toda a gente sabia o que se passava lá, menos o regulador [...] toda a gente dizia que aquilo era um horror. Porque é que o regulador não interveio?"
Essa é a pergunta que importa agora fazer. Foi também por causa do regulador, que o caso tomoou estas proporções.

05 março 2009

Na mouche

"O proteccionismo é filho do medo, irmão do benefício individual e pai do prejuízo colectivo".

Esta é a excelente conclusão - com a qual concordo plenamente - que Pedro Santos Guerreiro tira das negociatas que envolvem empresas nacionais, grandes investidores portugueses, a CGD e o Governo. Aconselho a lerem o artigo do DN para que possam perceber bem, o alcance da "coisa".

25 fevereiro 2009

O empresário exemplo II

Já tinha falado aqui sobre o carácter e a capacidade de Alexandre Soares dos Santos, presidente do grupo Jerónimo Martins. Alguns amigos, desdenhando, perguntaram-me se eu sabia o que ele fazia nas suas empresas. Convivi com a sua família durante algum tempo, e consegui verificar que tipo de gente era. Gente boa. Mas como provar aos meus amigos, o que dizia?

Soares dos Santos deu-me uma ajuda. Depois de já ter falado, e bem, sobre a crise, o governo e o corporativismo, falou ainda melhor sobre as medidas que tomará na sua empresa. Primeiro, abrirá mão das reservas que fez para prevenir um ano de prejuízos. Depois, deixará de pagar dividendos. Em seguida, diminuirá salários de administração e quadros. No final, negociará cortes de horário e salários. Só se, todas estas não forem medidas suficientes, avançará para despedimentos.

12 fevereiro 2009

O empresário exemplo

Soares dos Santos não é um milionário. É um homem humilde, trabalhador e sério. Um empresário com visão e sucesso. Preocupado com a crise em Portugal, fala sem medo. Não deve nem teme o poder ou o corporativismo, não lambe as botas ao governo. Algo que outros (como um banqueiro que recentemente falou na TV) não fazem. Fala verdade aos trabalhadores e aos accionistas.

"Enfrentamos uma crise social enorme que está a ser ainda pior devido à acção dos políticos"

"Ainda no outro dia ouvi um político na televisão a falar do capital como uns malandros que tudo estragam e nada estão a fazer. […] A iniciativa privada não tem de aturar isto e, se assim for, passem muito bem que nós temos para onde ir"

"A iniciativa privada não tem ninguém que a represente. Existem umas confederações que não são mais que emprego certo para umas tantas pessoas. Não falam por nós, estão ligadas ao poder e só nos prejudicam

"É pena que tenhamos sindicatos que incentivam à greve numa altura em que as empresas estão mal. É uma atitude retrógrada e cretina e que mais que prejudicar o País prejudica os associados sindicais"

"Cortar nos investimentos sim, não estar dependente do crédito bancário, reduzir os salários dos quadros primeiro e, numa segunda fase, fazer um acordo com os trabalhadores para reduzir os salários"

"Já avisei os accionistas no sentido de poder vir a haver um eventual corte nos dividendos a pagar"