07 julho 2009

Superliga "incompetente-mor":Maria Lurdes soma + 3

A média do exame nacional de Matemática A, 12.º ano, desceu de 12,5 para 10 valores, tendo mais do que duplicado a taxa de reprovação à disciplina [...] Para a tutela este resultado traduz “menos investimento, menos trabalho e menos estudo” do lado dos alunos, na sequência da “difusão da ideia que os exames eram fáceis” por parte da comunicação social.

Ou seja, para a Ministra da (Des)Educação, os resultados bons devem-se ao aumento de capacidade dos alunos, e não ao facilitismo verificado em várias provas. No mesmo ano, com os mesmos alunos, quando os resultados são maus, a culpa volta a ser dos alunos, da sua incapacidade.

Em nenhuma das situações, Maria de Lurdes Rodrigues tem qualquer responsabilidade. Sendo assim, mais 3 pontos para a Ministra na Superliga "incompetente-mor".

3 comentários:

Eht Refrus disse...

A mulher não pára! Não me admiraria muito, a continuar assim, que as universidades voltassem a exigir execução de provas de ingresso internas para admissão no ensino superior. Bem haja. Liberdade Sempre.

Luis Melo disse...

Era bem preciso caro Eht Refrus... o futuro do país está em causa.

Luis Carvalho disse...

Acho engraçado como alguém, seja ministra ou blogs tentam extrapolar a qualidade de ensino/esforço dos alunos/facilitismo dos exames ou seja lá o que for a partir de um simples número. A média do exame de matemática parece ser o barómetro para aferir da qualidade e futuro de Portugal.

Ora, de facto o ano passado a média foi superior à deste ano, mas a média deste ano continua bem acima das médias verificadas de 1997 até 2007. O mesmo se passa com as taxas de reprovação que mesmo "mais que duplicando" ainda se mantêm inferiores á média de reprovações do período 1997-2007. Que conclusões tiro? Poucas, apenas que desde 2005 se tem visto um progressivo aumento das médias nacionais a matemática com toda a variabilidade inter-anual que lhe é característica. Eu pessoalmente e olhando com frieza estatística para os dados não vejo mais nada. Todas as outras conclusões que abundam por ai são pura especulação.

De facto se os alunos forem os mesmo, só podemos dizer que os resultados são devidos à falta de trabalho se a prova deste ano teve exactamente o mesmo grau de dificuldade que o ano anterior... Ora sabendo do principio que isso é impossível pois não existem duas provas iguais, e sabendo também que os alunos não são na verdade os mesmos, só posso concluir uma vez mais que qualquer desculpa ministerial ou outra para desculpar/culpabilizar os resultados é, a meu ver, ridícula...

Cumprimentos