29 junho 2009

Políticos, esses incompetentes.

Cavaco Silva marcou as eleições legislativas para 27 de Setembro, enquanto que o Governo marcou as autárquicas para 11 Outubro. Está feito. Que alívio para José Sócrates. Duas considerações acerca disto:

1 - Espero que Cavaco não tenha feito esta escolha, para não ser acusado de se colar ao PSD. Pensando na sua reeleição, poderia ter tido alguma dificuldade em marcar no mesmo dia das autárquicas, e ficar ligado à vontade do PSD, numa altura em que a maioria do eleitorado vota à esquerda.

2 - Se o PR o fez sem segundas intenções, é porque o fez pensando no esclarecimento e na transparência do debate político. Ou seja, admite que os políticos que temos não têm capacidade para separar as eleições. Não seriam capazes de "separar as águas" entre legislativas e autárquicas, ao contrário dos eleitores.

4 comentários:

Luis Carvalho disse...

Viva...

Quanto ao seu primeiro ponto penso que a explicação é simples. Manda a constituição que na altura de marcar eleições de escutem as vozes dos partidos. Assumidamente o PSD era o único a propor eleições conjuntas (ponto em que pessoalmente estava completamente de acordo), todos os outros não. Assim sendo foi a favor da maioria que o PR decidiu pela realização em separado dos actos eleitorais.

Não querendo eu julgar intenções ou qualidade dos nossos governantes, penso que todas as análises do tipo "são duas discussões diferentes" ou então o "separar das águas" no momento do voto são desnecessárias. Servem na minha opinião como truque político e são uma afronta à inteligência do povo Português.

Justifico:

São desnecessárias porque o povo Português sabe distinguir muito bem entre eleições locais e nacionais, ponto parágrafo. Não penso que exista nenhum cidadão que se confunda com aquilo que acha melhor para a sua freguesia com aquilo que pretende para o seu País.

São um truque politico e uma afronta pois os grandes responsáveis pela confusão dos debates deriva precisamente dos partidos e não o eleitorado. Veja-se o caso das eleições Europeias onde na verdade poucas vezes a Europa foi discutida (só havia uma eleição para fazer e nem essa foi convenientemente discutida, imaginem agora com duas)

A ideia de 2 actos eleitorais em separado, na minha opinião, não terá os efeitos práticos desejados. Toda a campanha para as autárquicas será completamente abafada pela usual novela da formação de novo governo, nomeações, tomadas de posse etc etc...Humm, 2 discussões, não me parece.

Abraços

Luís Carvalho

Daniel Santos disse...

Agora já deixou de ser importante. O importante será o debate e mudar o que temos.

Miguel. disse...

Cavaco temeu ser acusado de parcial. Quanto aos eleitores, já deram muitas provas de sabedoria e justeza. O problema são mesmo certos politicos. O PS nas últimas, não resistiu à roupa suja, teve custos e terá. Ana Gomes tem uma facturinha que será paga em Sintra.

Sérgio Bernardo disse...

Boa noite
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