09 março 2009

Os jovens e a política

Decorreram no sábado, as IIª Jornadas Eurico de Melo, com a presença de Pedro Rodrigues (PR), Pedro Passos Coelho (PPC) e Carlos Abreu Amorim (CAA), como convidados. O tema era "Os jovens e a política".

PR, presidente da JSD, falou sobre o afastamento da política em relação aos jovens, e não o contrário. CAA sublinhou os vícios que as "jotas" copiam das estruturas partidárias "sénior", principalmente o cacique, o profissionalismo. PPC falou da história da JSD e da sua passagem pela presidência da estrutura.

No período de perguntas, 4 questões foram colocadas, e apenas uma incidia sobre o tema (qual a solução para resolver o afastamento de política e jovens?). Todas as outras foram relacionadas com PPC e o PSD.

CAA disse não acreditar, que nos próximos tempos, algo mude e terá até tendência para se agravar. PPC falou largas dezenas de minutos e aproveitou apenas para fazer campanha interna. Não deu uma solução para o problema em questão.

Não tive tempo de colocar a minha questão. A 2ª volta de perguntas não existiu porque PPC tinha outro compromisso. Coloco-a aqui:
- A solução para o problema não passará por menos hipocrisia? P. ex., ali todos concordaram com o que CAA disse sobre os partidos. Mal sairam da porta, continuaram a fazer exactamente o que ele disse.
- Não será importante haver mais sentido de missão no desempenho dos cargos? Entre 1974 e 1994 os jovens não fugiam da política, porque sentiam confiança nos políticos da época.
- É ou não essencial, que os políticos coloquem, de uma vez por todas, os interesses colectivos (do partido e do país) á frente dos interesses pessoais? Algo que PPC tem tido muita dificuldade em fazer.

2 comentários:

Luís Nogueira disse...

Meu caro, colocas aqui um conjunto de perguntas interessantes, que deveriam levar muitos dos agentes políticos a profundos momentos de reflexão. É pena que poucos o façam. Mas perante a crise que se adensa, terão de pensar rapidamente... Veremos onde tudo isto nos leva.

Ricardo Rocha disse...

"Não será importante haver mais sentido de missão no desempenho dos cargos?"

Caro Luís
Enquanto não houver mudança das mentalidades, nesta matéria vai continuar tudo na mesma. Não existe neste país o sentido de missão em política.
Na política ganha-se mal, mas esta serve de tranpolin para vôsos mais altos.
Exemplos: são à mão cheia. Tachos,tachos e + tachos.
Cumprimentos